Ao visitar os Açores
Muita coisa pode ver
Meninas jogando à bola
Homens na tasca a beber.
No globo terrestre tão miudinhas,
Mas quem as visita amiúde,
Leva saudades nas malinhas.
Com sua saca à cabeça
Milhafres no céu voando
À procura de uma presa.
Para ir p'ra procissão
Batem no peito com fervor,
Pedindo a Deus seu perdão!
Com sua enxada ás costas
Uma gatinha a miar
Procurando um par de botas.
Lavar a roupa do marido,
Olha que até as ceroulas:
Estava tudo encardido.
Comendo erva sem parar
Nos correios muitas pessoas
Já mortas de tanto esperar.
Vão buscar uma senha,
Ficam num bom tagarelar,
Uma autêntica resenha.
Com seus sinos a badalar
Pardais a perder de vista
Nas terras a bom cantar.
A animar a natureza,
Os cristãos nas Igrejas,
Erguem cânticos em beleza.
À volta da dona espreitam,
Doidos por apanhar,
Os restos que lhes deitam.
Posso aqui testemunhar
Rapazes fumando charros
Muitos outros a roubar.
Serem muito responsáveis
Não desgraçar a família
Com cenas miseráveis.
Queriam a todos enganar
Prometendo o céu na terra
Para o poleiro ganhar.
Experimentar o poder,
Só que talvez não pensam
Que governar dá que fazer.
Não se deixou enganar
Conseguiu a maioria
Para a todos governar.
Com os seus governantes,
Desejo-lhes muita virtude,
Para animar simpatizantes.
Há paisagens para ver
Lagares cheios de uvas
Com vinho p'la bica a correr.
Nos rostos é bom que se veja,
E do "Chafariz Milagroso"
Corre abundante a cerveja
Já não tem nada a temer
A polícia tem olhos vendados
Já não o manda prender.
Que fico com água na boca,
Só de lembrar tais petiscos,
Uma pessoa fica louca.
Passa a vida a mexericar
Já tem o nariz comprido
De tanto bisbilhotar.
Os Bailinhos e as Danças,
Aproveitam para representar,
O caricato nas festanças.
Há festas por todos os lados
No ar cheirinho a pipocas
Moças com seus namorados.
Agora vou falar baixinho:
Lembram-se de antigamente,
Às escondidas, o beijinho!?
Na nossa televisão
Artistas que pensam entrar
No festival da canção.
Boa canção têm d'inventar,
Senão o nosso Portugal,
Fica sem bom classificar.
O jardim das belas flores
Os artistas tudo pintam
Paisagens de muitas cores.
Quadros belos, elogiados,
O azul do nosso mar,
O verde dos nossos prados.
Pescadores em alto mar
Os preços sempre a subir
E ordenados a baixar.
Em desafio brincalhão,
Para tentar espairecer:
O euro faz-me confusão.
A passar pelo joeiro
Tudo é bom como aperitivo
Desde que haja vinho de cheiro.
Toca a ir para a tourada,
Metem-se na frente do toiro,
E levam forte marrada!!
Reina o mais branco candor
Pinturas por descobrir
Obras primas do pintor.
Ao programa do "Bom Dia"
Aparecer no televisor,
Em toda e qualquer freguesia.
Tudo o que a vista alcança
A morcela e os torresmos
A alegria da matança.
Da morcela, sarapatel e linguiça,
Da brincadeira com a "bexiga"
Jogar à bola nem era preguiça.
Por mais esta vil balada
Que haja muita inspiração
Para a próxima desgarrada.
De forma sempre ordeira,
Uma saudação especial,
Adeus "inté à promeira"!










